Todos os dias de manhã, ao ir para o trabalho, me deparo com uma cena, a qual me dá alegria e faz meu dia ser melhor.
Pego o ônibus para o trabalho, todos os dias no mesmo horário. E neste mesmo ônibus, dois pontos após o meu, entram duas meninas, ou melhor, duas irmãs. A mais velha, levando a mais nova para a escola.
Mas o que tem isto de especial? Não teria nada de especial, se a mais nova não fosse portadora de deficiência mental.
Porém, o que me chama a atenção e me comove é o constante sorriso de ambas, a mais velha deve ter por volta de seus doze ou treze anos e a mais nova, que por acaso escutei seu nome e chama-se Michelle, deve ter seus nove ou dez anos.
O sorriso lindo da irmã mais velha ao levar a mais nova é algo contagiante, pois para outras crianças de mesma idade, talvez isso pudesse ser um grande fardo a ser carregado. Porém, para ela vê-se que ela tem prazer em ter sua irmã consigo.
E é nesta hora que eu me pego sempre pensando e me tornando mais feliz. Custa tão pouco sorrir, tão pouco amar o irmão ou a irmã, e tem gente que deixa este momento escorrer-lhe por entre os dedos.
Ai eu agradeço a Deus por tudo de bom que ele tem me dado e sigo para a minha jornada diária, com mais força, mais alegria e satisfação.
Tudo isso por causa de dois sorrisos, dois sorrisos inocentes que transformam a gente.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Um sorriso inocente
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